Blogue de divulgação de imagens e textos (pessoais e alheios, inéditos ou já publicados) de e sobre a localidade de Vila Viçosa (Évora), Portugal

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

[0123] Manuel Inácio Pestana, um alandroalense muito calipolense (e portalegrense) - 02

"Etnologia do Natal Alentejano" é um enquadramento histórico-cultural e uma breve interpretação antropológica do mesmo.

"ETNOLOGIA DO NATAL ALENTEJANO" - 107 páginas numeradas (sem dedicatória nem autógrafo)

Do índice:

1 - Enquadramento histórico-cultural e análise etnológica

Introdução

Origens do Natal cristão

O Natal europeu

O Natal português

O Natal alentejano

2 - Breve interpretação antropológica

Antropologia cultural

Escolas antropológicas

O "Funcionalismo" do Natal alentejano

Aspectos difusionistas-culturalistas da tradição alentejana

Considerações finais

O presépio de Alpalhão

domingo, 27 de dezembro de 2020

[0122] Manuel Inácio Pestana, um alandroalense muito calipolense (e portalegrense) - 01

Da vasta bibliografia do Dr. Manuel Inácio Pestana (1924-2004), iremos a partir de hoje divulgar os oito livros que nos ofereceu, fruto da amizade e cumplicidade cimentada pela participação de ambos na revista de Cultura Callipole (propriedade da Câmara Municipal de Vila Viçosa) e do facto de ter sido condiscípulo de escola primária de familiar próximo nosso. Ver AQUI a sua biografia.

"CELEIROS COMUNS DA ANTIGA CASA DE BRAGANÇA" - 117 páginas numeradas

Do índice:

Breve história dos celeiros em Portugal

Como surgem os Celeiros comuns

Os Celeiros Comuns e a economia portuguesa

Os Celeiros Comuns nos domínios da antiga Casa de Bragança

Documentos do Arquivo da Casa de Bragança

Informação documental


terça-feira, 8 de dezembro de 2020

[0120] Homenagem a Florbela Espanca em Vila Viçosa, por altura do 90.º aniversário da sua morte

Tal como havíamos anunciado, decorreu hoje, pelas 10h00, uma singela homenagem a Florbela Espanca, passados exactos 90 anos sobre a sua morte.

A cerimónia foi organizada por um grupo de Calipolenses e pelo Grupo "Amigos de Vila Viçosa", contando com a presença da Sociedade Filarmónica União Calipolense e com o apoio da Junta de Freguesia de Conceição - São Bartolomeu.

A deposição das coroas de flores teve lugar junto ao monumento/busto de Florbela (projecto da autoria do escultor luso-macaense Raul Xavier, com plinto do arquitecto Raul David) na Praça da República em Vila Viçosa.

NOTA: a iniciativa partiu do professor Manuel Talhinhas e as imagens de reportagem foram-nos enviadas gentilmente pelo Dr. Tiago Salgueiro.




sábado, 21 de novembro de 2020

[0119] A memória de Florbela Espanca, sempre presente em Vila Viçosa

Um grupo de figuras calipolenses, entre as quais para já se incluem o professor Manuel Talhinhas (promotor da iniciativa) e membros do Grupo Amigos de Vila Viçosa e da Sociedade Filarmónica União Calipolense (outros convites estão a ser enviados) irá depor no dia 8 de Dezembro, pelas 10h00, "uma flor" no monumento à poetisa, situado frente ao Cine-Teatro que tem o seu nome, no topo da Avenida Bento de Jesus Caraça.

Apesar das complexas limitações que a actual situação impõe, espera-se que os calipolenses participem dentro do possível nesta iniciativa.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

[0118] Nuno Portas será doutor “honoris causa” do ISCTE. O título é atribuído pelo Instituto Universitário de Lisboa. A cerimónia está marcada para 16 de Dezembro e conta com a presença do Presidente da República.

Por ocasião de homenagem da Câmara Municipal de Vila Viçosa, 20.10.2012

“Nuno Portas marcou, de forma indelével, o debate sobre arquitectura, urbanismo e habitação nas suas dimensões estética, social e política em Portugal durante mais de cinco décadas. (…) O seu legado histórico e cultural é de interesse público, justificando a presente proposta de concessão do título de professor 'honoris causa' do ISCTE”, afirma a universidade na proposta de atribuição do título de doutoramento. Nascido em Vila Viçosa, Nuno Portas participou a seguir ao 25 de Abril nos três primeiros Governos Provisórios. 

Jornal "Público" de 16.11.2020

sábado, 12 de setembro de 2020

[0116] Sessão de autógrafos de Ricardo Jorge Claudino na Feira do Livro de Lisboa (Pavilhão B31, 13 de Setembro, 14h00) - "A Cor do Tempo"

Ricardo Jorge Claudino nasceu a 10 de Abril de 1985 em Faro, transportado por um bando de cegonhas oriundas de Reguengos de Monsaraz. É licenciado em Engenharia Informática e Mestre em Informação e Sistemas Empresariais. Em 2001 inicia a sua actividade profissional como programador informático, a qual exerce até ao presente, tendo passado por várias multinacionais portuguesas e holandesas. Com apenas 15 anos de idade escreve os seus primeiros poemas; mas ficam guardados. Só em 2019 decide acordar a sua poesia e logo participa na antologia A Vida em Poesia IV, publicada pela Helvetia Éditions. Conta também com publicações nas revistas Gazeta da Poesia Inédita e NERVO. A Cor do Tempo é a sua primeira obra publicada.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

[0110] Manuel Lereno, um calipolense acidental

Manuel Lereno, actor e declamador de longa obra no teatro, cinema e na televisão (inclusive discos gravados), nasceu acidentalmente em Vila Viçosa, devido ao facto de na altura o pai, militar do Exército, estar em serviço na terra. Mas como quem nasce no chão de Vila Viçosa é calipolense, está o assunto arrumado. A curiosa notícia, uma de dezenas que temos em arquivo sobre este nosso patrício, algumas delas de jornais brasileiros, é de Maio de 1956. 

Quanto ao livro cuja capa se reproduz, é possivelmente o único que publicou e é edição de autor. Composto e impresso na Tipografia Ideal, Calçada de São Francisco, 13, Lisboa, ficou terminado a em Julho de 1975. Teve orientação gráfica de Apolinário Ramos. Dele, reproduzimos "Flor". De Manuel Lereno são também poemas musicados para a música ligeira.




FLOR

Não sou a flor de estufa
saída dos cuidados
e das mãos do jardineiro
que a formou a seu contento.

Sou a que nasce espontânea
aonde quer
e vive feliz ao sol e ao vento.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

[0109] Passagem do tempo pela Sala dos Duques, no Paço Ducal de Vila Viçosa

A Sala dos Duques é a maior do Paço, sítio de grandes cerimónias, servindo por exemplo de Sala de Audiências. É também conhecida como Sala dos Tudescos, em virtude da existência de soldados alemães que à sua entrada serviam de guarda de honra. Os retratos de corpo inteiro dos duques (tecto) são da autoria do pintor italiano Giorgio Domenico Duprà (nascido e falecido em Turim, 1689-1770) que esteve em Portugal ao serviço de D. João V entre 1718 e 1732. Deslocados os lustres e as armas, houve pinturas que também mudaram e armaduras que saíram e regressaram.

Arquivo José Manuel Pinho Martins





terça-feira, 28 de julho de 2020

[0108] Padre Joaquim José da Rocha Espanca: a verdade, sempre, acima da "ideia"


[0107] Os dois bustos de Henrique Pousão

Ambos da mão do escultor Américo Gomes (Porto) não são exactamente iguais. Um está em Vila Viçosa, na Praça da República, o outro nas imediações do Museu de José Malhoa, nas Caldas da Rainha. A história do busto de Vila Viçosa é demasiado longa para poder figurar neste blogue mas já a escrevemos no "Diário de Notícias" e noutros locais, para além de termos proferido uma palestra sobre o assunto em 27 de Maio de 2006 em Vila Viçosa, durante as III Jornadas do Património. Foi o primeiro monumento escultórico público a ser inaugurado na vila ducal, em 20 de Março de 1943, pouco antes da estátua equestre do Rei D. João IV, esta em 8 de Dezembro do mesmo ano.

Foto Joaquim Saial

Foto Joaquim Saial
Busto de Vila Viçosa
"A.co Gomes / Modelou / Porto - 1936"

Foto Joaquim Saial

Foto Joaquim Saial
Busto das Caldas da Rainha
"A.co Gomes / 1936"

[0106] Henrique Pousão em 1864

O pintor, nascido a 1 de Janeiro de 1859, teria nesta altura mais de cinco anos. Trata-se de fotografia pouco conhecida, reproduzida na separata cuja capa se mostra a a seguir. Ambas as imagens são ofertas de José Manuel Pinho Martins, a quem o AVV mais uma vez agradece. Para quem não está familiarizado com a biografia do pintor, informamos que a parte mais significativa da sua obra está precisamente no Museu Nacional de Soares dos Reis, instalado no Palácio dos Carrancas, Porto, ambos indicados na capa da separata.


quarta-feira, 22 de julho de 2020

[0105] Comemoração do 100º post do AVV (5.º e último post comemorativo) Um antigo Saial cheio de engenho

A coisa aconteceu próximo do final do reinado de El-Rei D. Luís, no âmbito da Exposição Industrial Portugueza (sic) de 1888 que decorreu na Avenida da Liberdade, Lisboa. A bibliografia sobre o tema em documento físico e na internet é vasta, pelo que nos abstemos de "encher" o post com explicações adicionais sobre o certame. O que nos interessa é ver como Vila Viçosa e em particular um avoengo nosso se fizeram apresentar com sucesso neste evento que, sendo sobretudo de teor industrial também teve uma vertente agrícola.


Como se dizia na folha oficial de 17 de Agosto de 1889, a Câmara Municipal de Vila Viçosa obtivera uma medalha de cobre (onde parará ela?) pela exposição de amostras de mármores, xisto e argilas da região. Galardão idêntico fora atribuído à vizinha Borba, pelos seus mármores e por uma pedra de mó apresentada.


Mas houve também um particular galardão para um calipolense, neste espaço principal do evento, atribuído ao nosso parente Manuel Rodrigues Saial, homem de engenho técnico que inventou uma fechadura de quatro línguas com a qual obteve uma menção honrosa. De igual modo, neste caso, o brilho foi dividido com os açorianos Bento José Pacheco e Cabral de Mello, de Ponta Delgada, que apresentaram objecto semelhante, uma "fechadura de quatro segredos".


Acontece que o nosso parente por afinidade Manuel Francisco Grilo (recentemente falecido), um dia ofereceu-nos uma boa reprodução desse diploma cujo original, segundo nos disse, ainda existe nos arquivos do Paço Ducal de Vila Viçosa. Aqui fica agora à vista o documento, pela primeira vez, fechando-se com chave de ouro esta comemoração do 100.º post do AVV.