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segunda-feira, 10 de julho de 2023

[0387] Uma vista de Vila Viçosa

A vila é-nos mostrada vendo-se a dita apontando-nos a porta de Estremoz da cerca medieval que orla a fortaleza artilheira renascentista, a igreja de N.ª Sr.ª da Conceição e outras costruções. Cá fora (obviamente), a vila extra-muros. Trata-se de uma imagem feita pelo marmorista e fotógrafo calipolense Bonfilho Faria (cerca dos anos 40 do século XX). O postal ilustrado foi executado na gráfica da Bertrand (Irmãos) Lda., por encomenda da Comissão de Iniciativa e Turismo de Vila Viçosa. Uma muito boa iniciativa!

sábado, 18 de setembro de 2021

[0171] Ainda Bonfilho Faria, num longo texto de nossa autoria sobre a participação de calipolenses na Grande Guerra, que há-de sair no próximo número da Revista de Cultura "Callipole" (ver post anterior)

BONFILHO AUGUSTO FARIA (47)  – 1.º cabo de Infantaria 11 – solteiro – S. Bartolomeu

Pai – Bartolomeu Augusto Faria

Mãe – Maria da Purificação Banha (48)

Prisioneiro – 09.04.1918 / ? (49)

12.10.1917 – Punido com 8 dias de detenção (pelo comandante do Batalhão), alterando para 6 dias de prisão disciplinar (pelo comandante da Brigada), por se apresentar 30 minutos mais tarde à instrução da sua especialidade.

(47) Bonfilho (nome por vezes noutros documentos grafado como "Bomfilho"). Partira para França em 25.06.1917 e desembarcou em Lisboa a 18.01.1919. Foi escultor-canteiro (Monumento aos Mortos da Grande Guerra de Setúbal, por exemplo) e fotógrafo de alguma projecção. A "Revista Portuguesa", de Vila Viçosa, no seu número inicial (Janeiro.1928) ostenta na primeira página um anúncio da Sociedade de Mármores de Vila Viçosa, Lda. (exploração de pedreiras, serração e oficina – os primeiros prémios nas Exposições Industriais de Estremoz de 1926 e 1927, onde Bomfilho (sic) Faria surge na qualidade de director técnico de canteiro-escultor. A "Gazeta dos Caminhos de Ferro" de 01.10.1964, apresenta em termos muito elogiosos na página 13 uma reportagem sobre a exposição de Bonfilho (sic) Faria no Palácio Foz, Lisboa, intitulada "Monografia Fotográfica de Vila Viçosa, a Vila Museu", conjunto de 448 fotografias sobre a terra ducal.
(48) Grafia incerta do apelido.
(49) Soube-se, através da Comissão de Prisioneiros de Guerra, que fora feito prisioneiro e estava internado no campo de Friedrichsfeld (sobretudo para praças, nas proximidades da vila de Wesel, junto à fronteira com a Holanda). Desconhecemos quando foi libertado. Embarcou na Holanda no navio britânico "North West Miller" em 12.01.1919 e que desembarcou em Lisboa a 18 do mesmo mês.

[0170] Monumento aos Mortos da Grande Guerra, Setúbal, fotografado em 15.9.2021

Única obra do género (conhecida) da autoria do canteiro-escultor Bonfilho Faria que por 1928 era director técnico da Sociedade de Mármores de Vila Viçosa, Lda., então com oficina no Campo da Restauração e escritório na Rua Miguel Bombarda ou Corredura (onde, por exemplo, também se situavam as lojas de José Francisco Santos (barbearia), Honório da Silva Nepomuceno (café) e de Manuel Fernandes Canhão (Mercearia Luzitania). Esta rua teria depois o nome de António de Oliveira Salazar e actualmente possui o de Florbela Espanca. O monumento foi inaugurado em 22 de Novembro de 1931, no mesmo dia do de Lisboa.