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quarta-feira, 22 de julho de 2020

[0105] Comemoração do 100º post do AVV (5.º e último post comemorativo) Um antigo Saial cheio de engenho

A coisa aconteceu próximo do final do reinado de El-Rei D. Luís, no âmbito da Exposição Industrial Portugueza (sic) de 1888 que decorreu na Avenida da Liberdade, Lisboa. A bibliografia sobre o tema em documento físico e na internet é vasta, pelo que nos abstemos de "encher" o post com explicações adicionais sobre o certame. O que nos interessa é ver como Vila Viçosa e em particular um avoengo nosso se fizeram apresentar com sucesso neste evento que, sendo sobretudo de teor industrial também teve uma vertente agrícola.


Como se dizia na folha oficial de 17 de Agosto de 1889, a Câmara Municipal de Vila Viçosa obtivera uma medalha de cobre (onde parará ela?) pela exposição de amostras de mármores, xisto e argilas da região. Galardão idêntico fora atribuído à vizinha Borba, pelos seus mármores e por uma pedra de mó apresentada.


Mas houve também um particular galardão para um calipolense, neste espaço principal do evento, atribuído ao nosso parente Manuel Rodrigues Saial, homem de engenho técnico que inventou uma fechadura de quatro línguas com a qual obteve uma menção honrosa. De igual modo, neste caso, o brilho foi dividido com os açorianos Bento José Pacheco e Cabral de Mello, de Ponta Delgada, que apresentaram objecto semelhante, uma "fechadura de quatro segredos".


Acontece que o nosso parente por afinidade Manuel Francisco Grilo (recentemente falecido), um dia ofereceu-nos uma boa reprodução desse diploma cujo original, segundo nos disse, ainda existe nos arquivos do Paço Ducal de Vila Viçosa. Aqui fica agora à vista o documento, pela primeira vez, fechando-se com chave de ouro esta comemoração do 100.º post do AVV.

[0103] Comemoração do 100º post do AVV (3) Café Framar, uma mágoa pungente no coração dos calipolenses

Como em todas as terras de todo o mundo, em Vila Viçosa há coisas que têm ido desaparecendo, umas mais marcantes que outras, sobretudo no aspecto sentimental Algumas, por necessidade absoluta de novos tempos; outras, desnecessariamente, diga-se. E de facto, neste particular, situa-se o Café Framar, "falecido" depois de longa agonia e jamais substituído. O nosso amigo José Martins (familiar dos primitivos proprietários do café, nos tempos de glória deste) enviou-nos duas imagens fabulosas que nos mostram uma vivência extinta, a das chamadas "Tardes Musicais do Café Framar". Entre os músicos, Leolinda Trindade no acordeão... Grandes tempos, grandes tempos!...


terça-feira, 7 de julho de 2020

[0073] Pancada! Pancada! (em 1925)

Para quem não conhece Vila Viçosa, informamos que a Rua dos "Geneis" era na realidade a Rua dos Gentis, hoje dos Combatentes da Grande Guerra. Quanto ao Emaliano/Emeliano, o mais certo era ser Emiliano...

quarta-feira, 10 de junho de 2020

[0070] Desafio aos calipolenses: quem é esta figura, ligada à história artística de Vila Viçosa?

Não nasceu, não viveu nem morreu em Vila Viçosa (1880-1964) mas está ligado à história artística da terra, em algo pioneiro. Aqui o vemos, numa foto dos meados dos 30 e em pintura de 1961 (colecção particular, não é auto-retrato), com o seu "fato" de trabalho. Quem é?

terça-feira, 27 de agosto de 2019

[0032] "Carnicerito" de Méjico, o dia fatídico, na praça de touros de Vila Viçosa

Detalhe da foto
José Loreto González López (1905, Tepatitlán, estado de Jalisco, México - 1947, Vila Viçosa), dito "Carnicerito de Méjico" (ver AQUI biografia e AQUI, o monumento inaugurado na sua terra natal, em 2007), morreu de cornada na arena de Vila Viçosa. A colhida deu-se a 14 de Setembro de 1947 e o falecimento teve lugar no dia seguinte, por volta das 6h30 da madrugada. Há muita literatura na Internet sobre o triste caso mas o que aqui nos interessa é observar esta fotografia que nos foi simpaticamente cedida por Helder Anão, a quem encarecidamente agradecemos a oferta. Mostra-nos as cortesias daquela que era a primeira corrida das Festas dos Capuchos desse ano. Toureavam a cavalo Conchita Citron (chilena, quase peruana e muito portuguesa) e Alberto Luís Lopes; a pé, "Carnicerito"  e o novilheiro Etelvino Laureano (que no ano seguinte também foi colhido com gravidade na Monumental de Madrid, o que lhe cerceou a prevista carreira de matador). Quanto aos forcados, não sabemos o nome da equipa que os constituía. Os touros eram  de Estêvão Oliveira (Alcochete), excepto um, dos irmãos Varela, de Reguengos. O touro que matou "Carnicerito", de Estêvão Oliveira, aparece com nome grafado ora como "Sombreirero" ora como "Sombreiro".

Na foto, podemos ver "Carnicerito" envergando trajo de luzes escuro, sexta figura à direita no grupo de homens em primeiro plano do lado esquerdo. E, coisa mais ou menos rara, a praça calipolense aparentemente cheia...


domingo, 21 de julho de 2019

[0016] Falta de tabaco em Vila Viçosa... Isto é, se não fossem os soldados de Cavalaria 10 e os da GNR, ninguém fumava na terra...

No que concerne ao chefe fiscal João (...) não sabemos de familiares actualmente na vila (de onde, provavelmente nem era natural). Já do senhor José (...), conhecemos alguém com um dos seus apelidos que reside na freguesia de Bencatel. Daí (e porque o conteúdo da notícia é que interessa e não as pessoas nela faladas) que tenhamos aqui eliminado os apelidos e que o título do periódico não surja. De qualquer modo, podemos dizer que se trata de um jornal da segunda metade de 1919.