Blogue de imagens e textos de e sobre a localidade de Vila Viçosa (Évora), Portugal - Coloque-nos nos seus FAVORITOS, para mais fácil acesso
segunda-feira, 11 de maio de 2020
terça-feira, 21 de abril de 2020
quinta-feira, 9 de abril de 2020
terça-feira, 24 de março de 2020
[0064] Do calipolense António Rosa, um poema "gráfico de barras", acerca dos miseráveis dias de hoje
A MORTE, DE MÃO EM MÃO
António Rosa
E
Assim
Subtil, insidiosa,
Lá vem ela, a infecção.
Quiseste distanciamento,
Amizades virtuais, preferiste
Outros afectos lá nas redes sociais,
Agora és vítima delas, não tens contactos reais.
Não podes beijar o filho, nem a mãe, nem o irmão,
Passaste pelo teu amigo, quando foste comprar pão, e apenas lhe
Acenaste sem lhe apertar a mão, com medo de te infectares ou espalhares a infecção.
Quiseste distanciamento e agora estás lixado. Tens isolamento forçado por força da [situação.
Se tossiste, se espirraste, como te era normal, já te sentes apanhado, afectado pelo mal.
Já pensaste na morte e em quão efémera é a vida,
Que pode ser comprometida por
Um microorganismo
Na mão estendida.
António Rosa
E
Assim
Subtil, insidiosa,
Lá vem ela, a infecção.
Quiseste distanciamento,
Amizades virtuais, preferiste
Outros afectos lá nas redes sociais,
Agora és vítima delas, não tens contactos reais.
Não podes beijar o filho, nem a mãe, nem o irmão,
Passaste pelo teu amigo, quando foste comprar pão, e apenas lhe
Acenaste sem lhe apertar a mão, com medo de te infectares ou espalhares a infecção.
Quiseste distanciamento e agora estás lixado. Tens isolamento forçado por força da [situação.
Se tossiste, se espirraste, como te era normal, já te sentes apanhado, afectado pelo mal.
Já pensaste na morte e em quão efémera é a vida,
Que pode ser comprometida por
Um microorganismo
Na mão estendida.
domingo, 22 de março de 2020
[0063] "Caracena", poema de "Callipole", livro de sonetos do calipolense José Emídio Amaro
Do livro "Callipole", de José Emídio Amaro (+1985), com prefácio de Manuel Inácio Pestana, editado em 1992 pela Câmara Municipal de Vila Viçosa, "Caracena", poema escrito em 21 de Julho de 1931.
CARACENA
José Emídio Amaro
Ó voz de bronze ecoando nas alturas
e rolando, dolente, vale em vale,
voz de sonho, excitante, triunfal,
ó sino de famosas aventuras!
No teu som vibram férreas armaduras,
estridências da voz de Portugal,
ecos de sentimento nacional,
lembranças de tristezas e venturas.
Um dia, nas remotas invasões,
desafiaste a metralha dos canhões,
chamando os bravos lusos à defesa.
Mas como a Fénix, nessa luta estranha,
tu renasceste p´ra mostrar à Espanha
que não se vence a terra portuguesa.
sábado, 21 de março de 2020
[0062] Jogo na Rua do Cambaia. AMANHÃ, ANDA A RODA! (amanhã, não, que será domingo, mas faz de conta)
Tratava-se provavelmente de devolver cautelas não vendidas, pensamos nós. E os portes, uma fortuna, 245$00, isto em 21 de Abril de 93. Quanto ao remetente, está tudo explicadinho, pelo que não oferece dúvidas.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2020
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020
[0058] Autocolante político, de autoria e organização partidária desconhecidas
Outro autocolante oferecido pelo amigo alandroalense António Jeremias, ao qual de novo agradecemos o simpático gesto.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
[0057] Piscinas Municipais de Vila Viçosa, inauguradas em 10 de Agosto de 1985
Este autocolante, que agora faz parte do nosso arquivo calipolense, foi-nos oferecido pelo amigo alandroalense António Jeremias, ao qual agradecemos a simpatia do gesto.
terça-feira, 28 de janeiro de 2020
sexta-feira, 24 de janeiro de 2020
segunda-feira, 20 de janeiro de 2020
sábado, 18 de janeiro de 2020
[0052] Falta de doces em Vila Viçosa, em 1906...
Foi escrito em 21 de Novembro de 1906, o postal ilustrado. E o remetente, que não conseguimos identificar (ao contrário da senhora para quem ele escreve, residente então em Lisboa e mãe de figura republicana de importância), queixa-se da falta de doces na vila ducal... onde foi a pé, partindo de sítio que não revela (Bencatel? Pardais? Borba? Alandroal? Outro local próximo?). Que a pessoa fez exercício com a caminhada, parece certo. Que não comeu doces calipolense, sequer uma tibornazinha, sequer um sericázinho, também. De qualquer modo, escrito o postal a 21, chegou à Praça dos Restauradores a 22. Nada mau! Imaginem hoje... só de correio azul...
quinta-feira, 16 de janeiro de 2020
quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
terça-feira, 7 de janeiro de 2020
quarta-feira, 18 de dezembro de 2019
quinta-feira, 21 de novembro de 2019
terça-feira, 19 de novembro de 2019
sexta-feira, 15 de novembro de 2019
quarta-feira, 23 de outubro de 2019
segunda-feira, 21 de outubro de 2019
terça-feira, 15 de outubro de 2019
[0042] O verdadeiro drama... dramático!... O escravo negro a decapitar o jovem Alcoforado, por ordem do duque D. Jaime
Os motivos desta decapitação são conhecidos. Quem não os conhecer, poderá ler a obra de Rocha Martins ou procurá-los noutras paragens literárias ou internéticas.
quarta-feira, 2 de outubro de 2019
segunda-feira, 30 de setembro de 2019
terça-feira, 24 de setembro de 2019
terça-feira, 17 de setembro de 2019
[0038] Pum! Pum! Pum! Era assim!
Matavam-se pombos, em animados despiques de tiroteio, e casavam-se pombinhos. Isto é, muitos copos-de-água ali tiveram lugar, ai sim, se tiveram...
[0037] Depois do camartelo, uma avenida/praça nova
O objectivo principal foi dar maior visibilidade às muralhas medievais e à fortaleza renascentista. E para isso se arrasaram vários quarteirões, entre estas e mais ou menos a igreja da Misericórdia. Passou-se isto nos finais de 30, inícios de 40 do século findo, no âmbito das campanhas decorrentes da comemoração do duplo centenário da fundação e restauração da nacionalidade. Ainda hoje a decisão suscita polémica mas o que foi feito, feito está. Perdeu-se o aspecto intimista da velha Praça, ganhou-se uma vista longa sobre o conjunto castrense. E nesta foto vemos o espaço recém-obtido, ainda sem as laranjeiras, candeeiros e bancos de mármore que depois vieram. Não existia ainda o Cine-Teatro Florbela Espanca e a fonte seiscentista encontrava-se em local anterior ao de hoje, frente aos Paços do Concelho, depois de já ter estado no Carrascal.
Repare-se naquele belo remate decorativo de canto, em mármore e ferro trabalhado, também desaparecido.
Repare-se naquele belo remate decorativo de canto, em mármore e ferro trabalhado, também desaparecido.
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
[0036] Da Trafaria para Vila Viçosa
A senhora que escreve dá alguns erros ortográficos que sugerem ser estrangeira (assina Odile...), embora redija em português. A amiga, espanhola (até o Maçias com cedilha reforça o que atrás dissemos), está na nossa terra, em Julho de 1905. Gente misteriosa... Uma francesa a banhos na Trafaria escreve para uma espanhola que se encontra em Vila Viçosa... Que seriam? E terá o pai de Odile sobrevivido? Para mais fácil leitura, reproduzimos o texto do postal tal como ele surge. Como sempre, eliminámos a possibilidade de identificação. Só não sabemos é como é que o postal sem morada foi parar à senhora Macias... Vila Viçosa, ainda é pequena mas nesta altura ainda era muito mais. Toda a gente se conhecia...
Querida Amiga
Esto na Trafaria, tinha vindo, para passar alguns dias: o meu marido veio no domingo de França, i já se fui porqué na quinta feira a Mama, reçebeu un telégrame dizendo que o Papa estava mal. a minha amiga deve calcular: como a gente ficamos. a Mama fui-se logo embora e o meu marido fui accompagnala: un destes dias escrevolhe uma carta contando tudo: que desgosto se ja o não tornar a ver o meu querido Papa. Aceita muitos abraços da tua amiga. Odile
Beijinhos do Carlinho Saudades da Maria
tua muito amiga de sempre Odile M... (ilegível)

segunda-feira, 2 de setembro de 2019
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