sexta-feira, 10 de dezembro de 2021
quarta-feira, 8 de dezembro de 2021
[0219] Recuperação histórica de um notável numismata calipolense, com exposição biobibliográfica no CECHAP (Centro de Estudos de Cultura, História, Artes e Patrimónios - Vila Viçosa)
Texto e fotos enviados para o AVV pelo calipolense Carlos Andrade Pernas (fotos do site "O Digital"), ao qual agradecemos a simpatia
No passado sábado, dia 4 de Dezembro, inaugurou a exposição "ANTES QUEBRAR - Luís Pinto Garcia, calipolense", em homenagem àquele que foi um dos mais extraordinários numismatas do nosso país.
Estiveram presentes na cerimónia representantes da Sociedade dos Amigos do Museu de Francisco Tavares Proença Júnior (SAMFTPJ), Associação Numismática de Portugal (ANP), Revista Moeda, Medalhas Portuguesas e Fórum dos Numismatas, bem como o presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Dr. Inácio Esperança.
domingo, 28 de novembro de 2021
[0218] Livro famoso sobre (ou contra) Florbela Espanca, do padre José Augusto Alegria
O exemplar conserva a cinta original. Custava 17$50, na altura da sua saída e ostenta o seguinte "Aviso prévio":
A leitura deste livro é reservada aos cristãos com fé.
Aos cristãos sem fé, servirá de revulsivo e por isso não é de aconselhar.
Aos outros, aos sem fé nenhuma, filhos legítimos ou bastardos de todas e quaisquer ideologias chamadas libertadoras, a todos se avisa do perigo desta leitura.
Antes disso, a seguinte dedicatória:
Às mães e filhas de todos aqueles para quem este livro não for um escândalo.
[0217] Florbela "maguada"... cada vez mais valiosa
O "Livro de Mágoas" de Florbela Espanca, editado em 1919 na Tipografia Maurício (Lisboa), saiu com título grafado como "Livro de Máguas". Eis o preço que hoje atinge (leilão recente). Esperemos que alguns calipolenses tenham esta edição. Se assim for... estão de grande!
[0216] Pequenas histórias "florbelianas"
O túmulo de Florbela Espanca, não sendo peça de elevado nível artístico, é no entanto perfeitamente digno e de modo algum envergonha os pergaminhos da poetisa e da terra em que esta veio ao mundo. Simples e discreto, cumpre a função a que o destinaram, engrandecido pela qualidade do belo mármore que lhe dá forma. Porém, a inscrição "Aqui jaz Florbela Espanca" nasceu com um acento a mais em "jaz". Em data incerta, mas anterior a Dezembro de 2006 (altura em que fizemos a foto que se pode observar no post anterior), pedimos à autarquia da altura que emendasse o incomodativo erro, o que de pronto foi efectuado, repondo-se assim a ortografia correcta que o anterior "jáz" feria, ainda mais em morada eterna de gente de escrita...
Na mesma altura, e relativo ao mesmo espaço fúnebre, fizemos pedido contrário: que fosse colocado um acento em "Magoas" que passou finalmente a "Mágoas" - o que também foi respondido de modo afirmativo pela autarquia. Assim, pouco depois, para além de se ter raspado o acento a mais, colocava-se o que estava a menos. Acontece que neste caso o trabalho revelou-se de pouca profundidade - ou seja, poucos anos após, a tinta da pintura do acento pouco escavado, com muito sol e chuva em cima, já estava praticamente desaparecida. O que acontecerá, após a actual limpeza? Aqui fica a nota, pelo menos, para quem a quiser ler... e actuar em conformidade.
Foto Rádio Campanário |
Foto Rádio Campanário (pormenor) |
[0215] Limpeza do túmulo de Florbela Espanca
O AVV aplaude vivamente a meritória iniciativa do Município de Vila Viçosa que não é a primeira, mas que já estava a ser necessária e aproveita para fazer um exercício de imaginação:
Foto Joaquim Saial, 24.12.2006 |
Imaginemos que os "Adoradores de Florbela de Freixo de Canhão às Costas" vão a Vila Viçosa e se lembram de colocar uma placa sobre o seu túmulo, a comemorar a visita…
Imaginemos que os "Amigos de Florbela de Sarilhos Enormes" vão a Vila Viçosa e se lembram de colocar uma placa sobre o seu túmulo, a comemorar a visita…
Imaginemos que os "Admiradores de Florbela de Alguidares de Baixo" vão a Vila Viçosa e se lembram de colocar uma placa sobre o seu túmulo, a comemorar a visita…
Imaginemos que os "Seguidores de Florbela de Vila Velha de Idosos" vão a Vila Viçosa e se lembram de colocar uma placa sobre o seu túmulo, a comemorar a visita…
Imaginemos que os "Fanáticos de Florbela da Aldeia dos Poetas" vão a Vila Viçosa e se lembram de colocar uma placa sobre o seu túmulo, a comemorar a visita…
Imaginemos que mais 346 grupos de amigos de Florbela com a mesma ideia (de Portugal e quiçá do Burkina Faso ou da Mongólia) visitam o seu túmulo...
Imaginemos!...
Imaginemos!...
Imaginemos!...
E por aqui nos ficamos…
quarta-feira, 24 de novembro de 2021
terça-feira, 23 de novembro de 2021
[0212] Lançamento do n.º 27 da Revista de Cultura "Callipole", dia 5 de Dezembro de 2021
domingo, 21 de novembro de 2021
[0209] Quando a Câmara Municipal comprou um carro para transportar os bifes e as costeletas que os calipolenses comiam...
terça-feira, 9 de novembro de 2021
[0205] Mostrado no post 134, repetimos agora a publicação de um desdobrável (2018) com três textos até aí inéditos de Rui Caeiro e o seu autógrafo (ver post anterior, com outro autógrafo do autor)
[0204] Um amigo calipolense, que prefere o anonimato, enviou-nos esta imagem de um livro autografado e a si dedicado, pelo escritor Rui Caeiro
Trata-se de "Olhar o nada, ver Deus", obra publicada pela Averno, em Abril de 2003.
Um excerto, quase no final:
É fácil escrever um livro. É só guardar na boca uma palavra, tocar-lhe com a língua como se fosse um rebuçado. Ou repeti-la muitas vezes e esperar (repetir muitas vezes é capaz de ser um tanto pleonástico, mas um livro e um pleonasmo). Depois, o tempo. O tempo a passar-lhe por cima, como se fosse vento a passar. E por fim o livro: desdenhável, ridículo até - mas incontornável. E Deus não é chamado ao caso. Coitado, nem deu por nada.
terça-feira, 2 de novembro de 2021
[0203] A obra completa do advogado, editor e escritor calipolense Rui Caeiro
segunda-feira, 1 de novembro de 2021
[0202] Mais um calipolense a ter em conta: o coronel de Artilharia, Jorge Manuel Piçarra Mourão
Recebemos hoje informação através de voz amiga (e familiar) calipolense, da existência deste natural de Vila Viçosa, nascido em Abril de 1942 e infelizmente já falecido (em data que desconhecemos, mas cujo falecimento descobrimos AQUI - clicar depois à esquerda, em "Os que já partiram"). Militar do Exército português, participou em várias comissões de serviço na Guiné e em Angola. Com uma brilhante folha de serviço, é autor de dois livros sobre a temática da guerra colonial e atingiu o posto de coronel.
A sua biografia pode ser consultada AQUI.
"Guiné, Sempre! (Testemunho de uma guerra)", Coimbra, Quarteto Editora, 2001, 174 páginas |
"Da Guiné a Angola (O fim do Império)", Coimbra, Quarteto Editora, 2004, 176 páginas |