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sábado, 18 de janeiro de 2020

[0053] POEMAS PARA A HORA DE PONTA, de Joaquim Saial, sai no dia 25, pelas 16h00, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Vila Viçosa

[0052] Falta de doces em Vila Viçosa, em 1906...

Foi escrito em 21 de Novembro de 1906, o postal ilustrado. E o remetente, que não conseguimos identificar (ao contrário da senhora para quem ele escreve, residente então em Lisboa e mãe de figura republicana de importância), queixa-se da falta de doces na vila ducal... onde foi a pé, partindo de sítio que não revela (Bencatel? Pardais? Borba? Alandroal? Outro local próximo?). Que a pessoa fez exercício com a caminhada, parece certo. Que não comeu doces calipolense, sequer uma tibornazinha, sequer um sericázinho, também. De qualquer modo, escrito o postal a 21, chegou à Praça dos Restauradores a 22. Nada mau! Imaginem hoje... só de correio azul...




terça-feira, 15 de outubro de 2019

[0042] O verdadeiro drama... dramático!... O escravo negro a decapitar o jovem Alcoforado, por ordem do duque D. Jaime

Os motivos desta decapitação são conhecidos. Quem não os conhecer, poderá ler a obra de Rocha Martins ou procurá-los noutras paragens literárias ou internéticas.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

[0038] Pum! Pum! Pum! Era assim!

Matavam-se pombos, em animados despiques de tiroteio, e casavam-se pombinhos. Isto é, muitos copos-de-água ali tiveram lugar, ai sim, se tiveram...


[0037] Depois do camartelo, uma avenida/praça nova

O objectivo principal foi dar maior visibilidade às muralhas medievais e à fortaleza renascentista. E para isso se arrasaram vários quarteirões, entre estas e mais ou menos a igreja da Misericórdia. Passou-se isto nos finais de 30, inícios de 40 do século findo, no âmbito das campanhas decorrentes da comemoração do duplo centenário da fundação e restauração da nacionalidade. Ainda hoje a decisão suscita polémica mas o que foi feito, feito está. Perdeu-se o aspecto intimista da velha Praça, ganhou-se uma vista longa sobre o conjunto castrense. E nesta foto vemos o espaço recém-obtido, ainda sem as laranjeiras, candeeiros e bancos de mármore que depois vieram. Não existia ainda o Cine-Teatro Florbela Espanca e a fonte seiscentista encontrava-se em local anterior ao de hoje, frente aos Paços do Concelho, depois de já ter estado no Carrascal.

Repare-se naquele belo remate decorativo de canto, em mármore e ferro trabalhado, também desaparecido.




quinta-feira, 5 de setembro de 2019

[0036] Da Trafaria para Vila Viçosa

A senhora que escreve dá alguns erros ortográficos que sugerem ser estrangeira (assina Odile...), embora redija em português. A amiga, espanhola (até o Maçias com cedilha reforça o que atrás dissemos), está na nossa terra, em Julho de 1905. Gente misteriosa... Uma francesa a banhos na Trafaria escreve para uma espanhola que se encontra em Vila Viçosa... Que seriam? E terá o pai de Odile sobrevivido? Para mais fácil leitura, reproduzimos o texto do postal tal como ele surge. Como sempre, eliminámos a possibilidade de identificação. Só não sabemos é como é que o postal sem morada foi parar à senhora Macias... Vila Viçosa, ainda é pequena mas nesta altura ainda era muito mais. Toda a gente se conhecia...

Querida Amiga
Esto na Trafaria, tinha vindo, para passar alguns dias: o meu marido veio no domingo de França, i já se fui porqué na quinta feira a Mama, reçebeu un telégrame dizendo que o Papa estava mal. a minha amiga deve calcular: como a gente ficamos. a Mama fui-se logo embora e o meu marido fui accompagnala: un destes dias escrevolhe uma carta contando tudo: que desgosto se ja o não tornar a ver o meu querido Papa. Aceita muitos abraços da tua amiga. Odile
Beijinhos do Carlinho Saudades da Maria
tua muito amiga de sempre Odile M... (ilegível)

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

[0034] Um bilhete de corrida em Vila Viçosa

Apesar de termos feito pesquisa em jornal diário, não conseguimos saber quem eram as figuras desta corrida da feira de Agosto de 1958. Mas que o bilhete é bem bonito, disso não há dúvida. Mais um interessante contributo de Helder Anão para o AVV. E se a sombra valia 130$00 em 1958, o cartel deve ter tido alguma importância...


terça-feira, 27 de agosto de 2019

[0033] Uma camioneta e um grupo de homens, junto à igreja de N.ª Sr.ª da Lapa

Não se sabe o contexto em que esta fotografia foi feita. Um camião com um logótipo que não se percebe, um grupo de homens, uns mais bem vestidos, outros menos (veja-se as calças daquele que está sentado junto à cabina), talvez gente das pedreiras de mármore, talvez gente de ceifa ou apanha de azeitona, sabe-se lá se de alguma obra, eventualmente das que nos anos finais da década de 30 e iniciais da de 40 se desenvolveram em Vila Viçosa (derrube do quarteirão fronteiro ao castelo, abertura da avenida dos Duques de Bragança, pavimentação do Terreiro do Paço, montagem do pedestal da estátua de D. João IV, etc.). Há uma excepção, no entanto, neste desconhecimento quase total: o terceiro homem a contar da esquerda que vemos na fila dos sentados é o capitão Pereira que residiu naquela a que hoje ainda chamamos Rua da Guarda (Rua Martim Afonso de Sousa). Mais uma foto do arquivo do Helder Anão, a quem de novo se agradece a cedência.


Clique na imagem para a poder ver melhor

[0032] "Carnicerito" de Méjico, o dia fatídico, na praça de touros de Vila Viçosa

Detalhe da foto
José Loreto González López (1905, Tepatitlán, estado de Jalisco, México - 1947, Vila Viçosa), dito "Carnicerito de Méjico" (ver AQUI biografia e AQUI, o monumento inaugurado na sua terra natal, em 2007), morreu de cornada na arena de Vila Viçosa. A colhida deu-se a 14 de Setembro de 1947 e o falecimento teve lugar no dia seguinte, por volta das 6h30 da madrugada. Há muita literatura na Internet sobre o triste caso mas o que aqui nos interessa é observar esta fotografia que nos foi simpaticamente cedida por Helder Anão, a quem encarecidamente agradecemos a oferta. Mostra-nos as cortesias daquela que era a primeira corrida das Festas dos Capuchos desse ano. Toureavam a cavalo Conchita Citron (chilena, quase peruana e muito portuguesa) e Alberto Luís Lopes; a pé, "Carnicerito"  e o novilheiro Etelvino Laureano (que no ano seguinte também foi colhido com gravidade na Monumental de Madrid, o que lhe cerceou a prevista carreira de matador). Quanto aos forcados, não sabemos o nome da equipa que os constituía. Os touros eram  de Estêvão Oliveira (Alcochete), excepto um, dos irmãos Varela, de Reguengos. O touro que matou "Carnicerito", de Estêvão Oliveira, aparece com nome grafado ora como "Sombreirero" ora como "Sombreiro".

Na foto, podemos ver "Carnicerito" envergando trajo de luzes escuro, sexta figura à direita no grupo de homens em primeiro plano do lado esquerdo. E, coisa mais ou menos rara, a praça calipolense aparentemente cheia...


sábado, 10 de agosto de 2019

[0030] 1931, uma marcenaria e carpintaria na Rua do (ou "de") Cambaia, hoje do Dr. António José de Almeida


[0029] Muitos nomes, a mesma realidade

Mosteiro ou Convento de Santo Agostinho ou dos Agostinhos / Igreja de Nossa Senhora da Graça / Seminário de São José / Convento dos Agostinhos / Convento de Santo Agostinho / Panteão dos Duques de Bragança / Seminário de São José e Igreja de Nossa Senhora da Graça da Ordem de Santo Agostinho (fotos de António Rosa e uma de Joaquim Saial)


Foto 24.12.2006 (antes da recente limpeza e pintura)