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domingo, 24 de maio de 2020

[0069] 29 anos depois...

Um livro de um dos mais notáveis estudiosos das coisas de Vila Viçosa - e do Alentejo, em geral. Manuel Inácio Pestana foi professor dos ensinos primário e universitário, bibliotecário do Paço Ducal de Vila Viçosa e membro fundador e primeiro director da Revista de Cultura Callipole (Câmara Municipal de Vila Viçosa). Os seus trabalhos historiográficos primam pela profunda seriedade e rigor com que foram desenvolvidos. Natural do Alandroal e com longa residência em Portalegre, é considerado filho adoptivo de Vila Viçosa, em cujo cemitério repousa.


MIP, concedendo uma entrevista para a RTP, em 22 de Julho de 2000, por altura
do lançamento do número duplo 7/8 (1999-2000) da Revista de Cultura Callipole

[0068] Um bilhete de tourada de 1967 com o notável diestro da terra calipolense, José Trincheira

O bilhete está na posse de familiares do sr. Licínio Rosado Anão (ao que supomos, empresário desta corrida como o foi de muitas outras) que nos cederam a imagem hoje aqui mostrada. Licínio Anão teve loja de fazendas, camisaria, retrosaria, chapelaria e sapataria na Rua do Cambaia (ou do Dr. António José de Almeida). Foi também secretário das Juntas de Freguesia. Nos finais de 50, inícios da década de 60 do século XX, o seu telefone era o 80, isso sabemo-lo nós... Antes dele, os seus concorrentes Caeiro e Pompílio de Carvalho tinham posto respectivamente os telefones 22 e 75. Grandes tempos, de pouca gente a telefonar...

terça-feira, 24 de março de 2020

[0064] Do calipolense António Rosa, um poema "gráfico de barras", acerca dos miseráveis dias de hoje

A MORTE, DE MÃO EM MÃO
António Rosa

E
Assim
Subtil, insidiosa,
Lá vem ela, a infecção.
Quiseste distanciamento,
Amizades virtuais, preferiste
Outros afectos lá nas redes sociais,
Agora és vítima delas, não tens contactos reais.
Não podes beijar o filho, nem a mãe, nem o irmão,
Passaste pelo teu amigo, quando foste comprar pão, e apenas lhe
Acenaste sem lhe apertar a mão, com medo de te infectares ou espalhares a infecção.
Quiseste distanciamento e agora estás lixado. Tens isolamento forçado por força da [situação.
Se tossiste, se espirraste, como te era normal, já te sentes apanhado, afectado pelo mal.
Já pensaste na morte e em quão efémera é a vida,
Que pode ser comprometida por
Um microorganismo
Na mão estendida.



domingo, 22 de março de 2020

[0063] "Caracena", poema de "Callipole", livro de sonetos do calipolense José Emídio Amaro


Do livro "Callipole", de José Emídio Amaro (+1985), com prefácio de Manuel Inácio Pestana, editado em 1992 pela Câmara Municipal de Vila Viçosa, "Caracena", poema escrito em 21 de Julho de 1931.

CARACENA
José Emídio Amaro

Ó voz de bronze ecoando nas alturas
e rolando, dolente, vale em vale,
voz de sonho, excitante, triunfal,
ó sino de famosas aventuras!

No teu som vibram férreas armaduras,
estridências da voz de Portugal,
ecos de sentimento nacional,
lembranças de tristezas e venturas.

Um dia, nas remotas invasões,
desafiaste a metralha dos canhões,
chamando os bravos lusos à defesa.

Mas como a Fénix, nessa luta estranha,
tu renasceste p´ra mostrar à Espanha
que não se vence a terra portuguesa.

sábado, 21 de março de 2020

[0062] Jogo na Rua do Cambaia. AMANHÃ, ANDA A RODA! (amanhã, não, que será domingo, mas faz de conta)

Tratava-se provavelmente de devolver cautelas não vendidas, pensamos nós. E os portes, uma fortuna, 245$00, isto em 21 de Abril de 93. Quanto ao remetente, está tudo explicadinho, pelo que não oferece dúvidas.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

[0057] Piscinas Municipais de Vila Viçosa, inauguradas em 10 de Agosto de 1985

Este autocolante, que agora faz parte do nosso arquivo calipolense, foi-nos oferecido pelo amigo alandroalense António Jeremias, ao qual agradecemos a simpatia do gesto.

sábado, 18 de janeiro de 2020

[0053] POEMAS PARA A HORA DE PONTA, de Joaquim Saial, sai no dia 25, pelas 16h00, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Vila Viçosa

[0052] Falta de doces em Vila Viçosa, em 1906...

Foi escrito em 21 de Novembro de 1906, o postal ilustrado. E o remetente, que não conseguimos identificar (ao contrário da senhora para quem ele escreve, residente então em Lisboa e mãe de figura republicana de importância), queixa-se da falta de doces na vila ducal... onde foi a pé, partindo de sítio que não revela (Bencatel? Pardais? Borba? Alandroal? Outro local próximo?). Que a pessoa fez exercício com a caminhada, parece certo. Que não comeu doces calipolense, sequer uma tibornazinha, sequer um sericázinho, também. De qualquer modo, escrito o postal a 21, chegou à Praça dos Restauradores a 22. Nada mau! Imaginem hoje... só de correio azul...




terça-feira, 15 de outubro de 2019

[0042] O verdadeiro drama... dramático!... O escravo negro a decapitar o jovem Alcoforado, por ordem do duque D. Jaime

Os motivos desta decapitação são conhecidos. Quem não os conhecer, poderá ler a obra de Rocha Martins ou procurá-los noutras paragens literárias ou internéticas.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

[0038] Pum! Pum! Pum! Era assim!

Matavam-se pombos, em animados despiques de tiroteio, e casavam-se pombinhos. Isto é, muitos copos-de-água ali tiveram lugar, ai sim, se tiveram...


[0037] Depois do camartelo, uma avenida/praça nova

O objectivo principal foi dar maior visibilidade às muralhas medievais e à fortaleza renascentista. E para isso se arrasaram vários quarteirões, entre estas e mais ou menos a igreja da Misericórdia. Passou-se isto nos finais de 30, inícios de 40 do século findo, no âmbito das campanhas decorrentes da comemoração do duplo centenário da fundação e restauração da nacionalidade. Ainda hoje a decisão suscita polémica mas o que foi feito, feito está. Perdeu-se o aspecto intimista da velha Praça, ganhou-se uma vista longa sobre o conjunto castrense. E nesta foto vemos o espaço recém-obtido, ainda sem as laranjeiras, candeeiros e bancos de mármore que depois vieram. Não existia ainda o Cine-Teatro Florbela Espanca e a fonte seiscentista encontrava-se em local anterior ao de hoje, frente aos Paços do Concelho, depois de já ter estado no Carrascal.

Repare-se naquele belo remate decorativo de canto, em mármore e ferro trabalhado, também desaparecido.




quinta-feira, 5 de setembro de 2019

[0036] Da Trafaria para Vila Viçosa

A senhora que escreve dá alguns erros ortográficos que sugerem ser estrangeira (assina Odile...), embora redija em português. A amiga, espanhola (até o Maçias com cedilha reforça o que atrás dissemos), está na nossa terra, em Julho de 1905. Gente misteriosa... Uma francesa a banhos na Trafaria escreve para uma espanhola que se encontra em Vila Viçosa... Que seriam? E terá o pai de Odile sobrevivido? Para mais fácil leitura, reproduzimos o texto do postal tal como ele surge. Como sempre, eliminámos a possibilidade de identificação. Só não sabemos é como é que o postal sem morada foi parar à senhora Macias... Vila Viçosa, ainda é pequena mas nesta altura ainda era muito mais. Toda a gente se conhecia...

Querida Amiga
Esto na Trafaria, tinha vindo, para passar alguns dias: o meu marido veio no domingo de França, i já se fui porqué na quinta feira a Mama, reçebeu un telégrame dizendo que o Papa estava mal. a minha amiga deve calcular: como a gente ficamos. a Mama fui-se logo embora e o meu marido fui accompagnala: un destes dias escrevolhe uma carta contando tudo: que desgosto se ja o não tornar a ver o meu querido Papa. Aceita muitos abraços da tua amiga. Odile
Beijinhos do Carlinho Saudades da Maria
tua muito amiga de sempre Odile M... (ilegível)